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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Encontrando-se com Jesus – O Homem Rico


Encontrando-se com Jesus – O Homem Rico






Hoje vamos meditar sobre o encontro entre Jesus e um homem que queria saber como herdar a vida eterna. Essa história está narrada no evangelho de Lucas 18:18-23 e também nos evangelhos de Mateus (19:16-22) e Marcos (10:17-22).

(18) E perguntou-lhe um dos principais: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? (19) Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus. (20) Sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe. (21) Replicou o homem: Tudo isso tenho guardado desde a minha juventude. (22) Quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. (23) Mas, ouvindo ele isso, encheu-se de tristeza; porque era muito rico.
Esse encontro normalmente é citado como a história do jovem rico. E embora no evangelho de Mateus ele seja chamado de jovem, nos evangelhos de Marcos e Lucas o perfil é de um homem maduro, com posição de destaque na sociedade.

Todos os evangelhos reforçam a idéia de que ele tinha algum tipo de autoridade em sua comunidade (em outras palavras, poder) e que era um homem riquíssimo (Lc 18:23) ou dono de muitas propriedades (Mc e Lc).

Nosso personagem de hoje era um homem com profundas raízes religiosas. Ele estava preocupado com a vida eterna. Nesta vida ele já tinha o suficiente, mas ele se sentia inseguro em relação à eternidade.

Nós não sabemos a origem da sua riqueza. Talvez ele tivesse feito por onde, trabalhado arduamente em seus empreendimentos e investido corretamente os seus ganhos até que se tornou dono de muitas propriedades; ou quem sabe ele era de uma família rica que havia deixado para ele uma grande herança, muitos bens e muita riqueza.

De uma forma ou de outra, parece que ele vai ao encontro de Jesus porque sentia que agora era necessário garantir também uma boa vida eterna.


Talvez você não seja rico, mas seja alguém preocupado em garantir uma boa eternidade. Essa é uma preocupação legítima e decisiva para o seu futuro. Por isso vamos aprender com os erros e acertos daquele homem em sua busca por uma boa vida eterna.

Se você nunca pensou sobre isso, eu quero lhe convidar a considerar que há uma vida que se estende além da morte. Fomos criados à imagem e semelhança de um Deus eterno, portanto ainda hoje Ele nos chamar para o nosso destino é a eternidade ao lado Dele.

A quem procurar?

Se você é como aquele homem rico, a primeira questão que você precisa resolver é: a quem devo procurar para garantir uma boa eternidade? Quem poderia lhe dizer algo sobre como obter uma extensão dessa vida? Quem tem experiência própria em vencer a morte?

Apenas Jesus tem orientação segura a respeito da eternidade. Há pelo menos dois motivos para pensarmos assim: primeiro porque antes de se fazer homem, ele já conhecia a eternidade.

(1) No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (2) Ele estava no princípio com Deus. (3) Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. (4) Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; (Joh 1:1-4)
João não inventou isso. Ele apenas estava descrevendo aquilo que o próprio Senhor havia afirmado em uma conversa com os fariseus.
(43) Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não podeis ouvir a minha palavra. (44) Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira. (45) Mas porque eu digo a verdade, não me credes. (46) Quem dentre vós me convence de pecado? Se digo a verdade, por que não me credes? (47) Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus. (48) Responderam-lhe os judeus: Não dizemos com razão que és samaritano, e que tens demônio? (49) Jesus respondeu: Eu não tenho demônio; antes honro a meu Pai, e vós me desonrais. (50) Eu não busco a minha glória; há quem a busque, e julgue. (51) Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte. (52) Disseram-lhe os judeus: Agora sabemos que tens demônios. Abraão morreu, e também os profetas; e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte! (53) Porventura és tu maior do que nosso pai Abraão, que morreu? Também os profetas morreram; quem pretendes tu ser? (54) Respondeu Jesus: Se eu me glorificar a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, do qual vós dizeis que é o vosso Deus; (55) e vós não o conheceis; mas eu o conheço; e se disser que não o conheço, serei mentiroso como vós; mas eu o conheço, e guardo a sua palavra. (56) Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia; viu-o, e alegrou-se. (57) Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão? (58) Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou. (59) Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo. (Joh 8:43-59)
Segundo, porque ele ressuscitou. A morte não pôde detê-lo. O apóstolo Pedro, discursando no dia de pentecostes em que o Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja disse o seguinte:
(22) Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; (23) a este, que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos; (24) ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela. (Act 2:22-24)
No tempo que conhecemos como hoje, o Senhor Jesus vive a plenitude da eternidade com Deus. Por isso, apenas Ele pode falar com segurança sobre uma boa eternidade. O homem da nossa história, então, tomou uma decisão correta. Ele foi procurar Jesus.

Se você quer garantir uma boa eternidade, eu quero encorajá-lo a fazer como aquele homem rico e também procurar a Jesus. Ele não nos rejeita, ao contrário, Ele nos acolhe e oferece descanso e alívio.
Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. (Joh 6:37)
Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. (Mat 11:28)
Aproximando-se de Jesus

O primeiro passo daquele homem foi acertado: procurar Jesus. No entanto, as primeiras palavras que ele dirigiu ao Senhor revelaram que ele ainda não entendia muita coisa a respeito da eternidade.
E perguntou-lhe um dos principais: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? (Luk 18:18)
Aquele homem estava acostumado a obter aquilo que queria e de fazer o que fosse necessário para isso. Riqueza e prestígio não estão à disposição de qualquer um, mas apenas daqueles que estão dispostos a usar as armas certas para obtê-los. Ele já tinha tudo que queria nesta vida, agora ele queria a vida eterna. Talvez fosse um bom começo, tratar a Jesus com deferência e elogios.

A resposta de Jesus parece até um pouco grosseira:
Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus. (Luk 18:19)
Porque você está me chamando de bom? Porque você está começando com elogios baratos? Você está querendo se relacionar comigo usando as mesmas armas que você usa para sobreviver entre os seus? Jesus sentiu nas palavras daquele homem uma tentativa de manipulação.

Há muitas pessoas que, por um motivo ou outro, sentem necessidade de ir ao Senhor. Mas, as primeiras palavras que falam diante dele revelam sua falta de compreensão a respeito da vida eterna. Elas consideram que usando algumas estratégias bastante conhecidas elas alcançaram como prêmio uma boa vida eterna.

(A) Há aqueles que tentam se utilizar suas capacidades intelectuais para convencer Deus de algo. Tentam persuadir a Deus. Acham que um pouco de lógica, um pouco de raciocínio e algumas frase bem colocadas serão capazes de convencer ao Senhor de que eles realmente merecem receber uma boa vida eterna.

(B) Outros tentam envolver o Senhor em um ambiente emocional. Fazem “biquinho”, choram, pranteiam e fecham o semblante tentando sensibilizar o Senhor. Acham que a bondade de Deus se traduz por um coração mole, que não é capaz de ver o sofrimento de um filho (O amor de Deus não é assim).

(C) Há ainda os que tentam força Deus a fazer o que eles querem. São aqueles que determinam e decretam os passos que o Senhor dará. Eles ameaçam a Deus, fazem chantagem e tentam extorqui-lo com todo tipo de ameaça. Acham-se pessoas cheias de direitos e vêem Deus com um tipo de gênio da lâmpada, e tentam se aproveitar das promessas que Ele fez.

Essas maneiras de abordar o Senhor têm uma falha comum. Não há relacionamento. Para essas pessoas, a vida eterna é uma espécie de bem, de prêmio que eles querem conquistar a qualquer preço. Deus não é visto como alguém com quem elas desejam relacionar-se, mas como alguém que tem algo que elas querem. Foi assim com aquele homem rico.

O elogio era apenas para “amaciar” Jesus e obter dele a resposta que lhe permitiria, em um passe de mágica, obter a desejada vida eterna. Por isso as palavras duras de Jesus.

Quais são suas intenções ao se aproximar do mestre? O que você quer obter dele? Você quer descobrir as palavras mágicas, o jeito certo de falar, a maneira de agir que vai acionar os prêmios de Deus para você? Não é esse o melhor caminho para quem desejam uma boa vida eterna. Em vez de tentar descobrir as teclas mágicas, você precisa descobrir o prazer de relacionar-se com o Senhor.

Não há engano aqui. O Senhor não está disposto a travar um relacionamento em que a desconfiança seja a base. Jesus não vai embarcar em um relacionamento no qual a outra parte (procura) extrair o máximo de benefícios e prestígio, sem importar-se com Ele mesmo.

O farei eu para herdar a vida eterna?

O que pode alguém fazer para tornar-se herdeiro de outra pessoa? Absolutamente nada! Somos feitos herdeiros, não nos fazemos herdeiros. A herança é um presente que recebemos. A pergunta daquele homem era incoerente.

Mas a bondade de Jesus vence toda a nossa incoerência. Mesmo quando não sabemos como perguntar, mesmo quando não sabemos exatamente o que queremos saber, Ele nos ouve e responde. Por isso vale a pena recorrer a Ele.

Pacientemente o Senhor vai conduzindo a conversa de maneira que o coração daquele homem é revelado a cada passo.

Quando nós chegamos até Jesus precisamos estar atentos porque o nosso coração será revelado. Nossas motivações, nossos enganos e auto-enganos serão expostos. São oportunidades para que seja dada permissão ao Espírito de Deus para mudar nossa mente e nos moldar a semelhança de Cristo.

O Senhor pergunta primeiro pelos mandamentos. Então ele afirma com orgulho que desde a mocidade já cumpria todos eles. Aquele homem aguardava uma palavra de louvor da boca de Jesus, algo do tipo: Parabéns! Você é um cara realmente bom! Agora é continuar cumprindo a lei e “partir pro abraço”!

Mas o Senhor sabia onde o seu coração estava preso.
(22) Quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.
A resposta de Jesus era simples: o que você precisa fazer para herdar a vida a vida eterna e comprovar que é um filho de Deus. Não havia nada para fazer, era preciso ser.

Os filhos de Deus abrem mão de tudo e de todos para simplesmente estar na presença Dele.
Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. (Joh 12:25)
Os filhos de Deus ouvem a voz do Senhor e o seguem
(27) As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; (28) eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão. (Joh 10:28)
O que é a vida eterna

A vida eterna não é um bônus de final de ano ou um prêmio por produtividade. A vida eterna é um relacionamento com Deus que resulta em clareza de propósito para a vida e no prazer de ter encontrado seu lugar no universo criado por Deus: a permanente comunhão com Ele. Em sua oração sacerdotal, Jesus deixa claro o que é a vida eterna.

Não há fogos de artifício. Não há elementos espetaculares. Mas a simplicidade de um relacionamento maduro com Deus.
(1) Depois de assim falar, Jesus, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o Filho te glorifique; (2) assim como lhe deste autoridade sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos aqueles que lhe tens dado. (3) E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste. (Joh 17:1-3)
Há um fala de Jesus com aquele homem rico que muitas vezes passa despercebida. Depois de revelar a avareza do seu coração, que não era capaz de abrir mão da riqueza nem em troca da vida eterna, Jesus faz um convite simples e direto.
(22) Quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.
Vida eterna é andar com Jesus. É estar ao lado dele, conversar com ele, aprender dele e ser aperfeiçoado por Ele. Vida eterna e permitir que nossas mentes sejam moldadas pela mente de Cristo. Vida eterna é conhecer a Jesus tão de perto que não somos mais nós que vivemos, mas Cristo que vive em nós.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Não as impeçam!


Não as impeçam!




13  Alguns traziam crianças a Jesus para que ele tocasse nelas, mas os discípulos os repreendiam. 14  Quando Jesus viu isso, ficou indignado e lhes disse: "Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. 15  Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele". 16  Em seguida, tomou as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou. Mar 10:13-16 

Esse brado de indignação de Jesus deve nos incomodar. Eu espero que incomode você hoje, que o desaloje de seu conforto e o faça refletir sobre seus compromissos com Jesus.

Jesus achou inadmissível o que seus discípulos estavam fazendo ao tentarem impedir as crianças de se aproximarem dele. Ele é a vida, e sempre que tentamos manter as pessoas distantes da vida, o Senhor fica indignado; porque Ele veio para que tivéssemos vida e vida em abundância.

Acho que se Jesus caminhasse pelas ruas da nossa cidade ele ficaria indignado com o desejo desta sociedade de impedir as crianças de viverem. E ele certamente se voltaria para seus discípulos para dizer: Não impeçam as crianças de viver!

1.   Não as impeçam de viver - A questão do Aborto

É uma situação complexa: ética, filosófica, jurídica, médica, moral, espiritual, social.

·       Há discussões sobre o momento em que a vida passa a existir:
a)    fecundação do óvulo,
b)    formação do sistema nervoso central,
c)     a pílula do dia seguinte é aborto?
·       Há discussões quanto aos casos específicos:
a)    gravidez precoce,
b)    violência sexual,
c)     gravidez com risco para a mãe;
·       Há discussões quanto à legitimidade dos motivos:
a)    não posso ter esse filho neste momento da minha vida,
b)    não tenho condições para sustentar esse filho,
c)     nunca desejei esse filho
·       Há discussões quanto aos direitos sobre a vida.
a)    Alguém tem direito sobre a vida que está sendo gerada?
b)    Diz respeito ao direito da mulher sobre o seu corpo?
c)     O pai biológico tem direito sobre essa vida?
d)    O Estado deve proteger a vida no útero de uma mulher?
·       Há discussões jurídicas:
a)    o ser vivo no útero da mãe tem direitos como os demais seres humanos?
b)    a quem compete zelar por esses direitos?

Embora essas questões sejam pertinentes em um ou outro momento elas não podem se tornar em uma cortina de fumaça. Abortar é interromper o prosseguimento da vida em gestação no útero da mãe. É dizer NÃO para a vida indefessa. Acontece que a vida não nos pertence! É uma dádiva de Deus e apenas Ele tem direitos sobre ela.

Deus reconhece e zela pela vida antes de ela vir à luz. Ele nos conhece e tem planos para nós antes mesmo de termos uma forma humana.

15  Tu conhecias perfeitamente cada parte do meu corpo enquanto eu ainda estava sendo formado no ventre de minha mãe, como a semente que cresce debaixo da terra. 16  Antes mesmo do meu corpo tomar forma humana Tu já havias planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no teu livro! Slm 139:15-16 

A voz de Jesus ecoa em minha mente: Não impeçam as crianças de viver...

O que podemos fazer de forma prática?

o   Pronunciar-nos pessoalmente contra o aborto e a favor da vida;
o   Apoiar instituições que defendem a vida;
o   Envolver-se com progamas de orientação sexual de adolescente;
o   Denunciar o trabalho infantil sob qualquer forma;
o   Exigir políticas e investimentos em saúde pública;
o   Exigir investimentos públicos em educação básica;
o   Apoiar leis e políticos que são contrários ao aborto.

  
Não as impeçam de viver - A questão do Trabalho Infantil


A mobilização internacional pela abolição do trabalho infantil perigoso está crescendo. E varias fundações com a OIT, Abrinq e o UNICEF buscam desenvolver metodologias e programas para a prevenção e erradicação do trabalho infanto-juvenil.

O trabalho infantil é toda forma de trabalho remunerado exercido por crianças e adolescentes, abaixo da idade mínima legal permitida para o trabalho, usualmente a idade da qual se admite legalmente o trabalho do menor situa-se entre os 14 e os 16 anos..

O trabalho infantil se encontra nos mais variados setores de atividades econômicas: na pesca, no setor industrial, turismo, serviços domésticos, construção, indústrias extrativas e economia informal urbana. Independentemente do setor econômico em que ocorre, o trabalho infantil está ligado ao setor informal da economia.

O trabalho infantil tem causas múltiplas e complexas, porém, em última instância elasapontam para as injustas estruturas sociais, econômicas e políticas.

       I.            Já a questão cultural, a crença de que trabalhar é bom, é apontada pelos especialistas como um dos mitos que legitimam o trabalho infantil no Brasil, esta questão cultural é um dos maiores obstáculos para erradicar o trabalho infantil no Brasil. Esses mitos como: eu também trabalhei quando criança, meu pai trabalhou... isso só reforça esta cultura de que é normal criança trabalharMas o que acontece normalmente é que o trabalho precoce prejudica a escolarização das crianças e uma futura colocação no mercado de trabalho.

     II.            As famílias, principalmente as mais pobres, vêem a questão do trabalho como uma forma de livrar a criança, o adolescente da marginalização, da exclusão social, do envolvimento com drogas. É essa visão cultural que deposita no trabalho uma forma de prevenção dos males.


O trabalho infantil é prejudicial para as crianças, pois a) impede que elas desfrutem da infância, que freqüentem a escolab)impede o seu desenvolvimento e formação e às vezes c) causa danos físicos ou psicológicos que persistem para o resto da vida. Crianças que estudam e brincam têm melhores condições de ter um futuro melhor.

No Brasil, algumas das formas especialmente nocivas de trabalho infantil são: o trabalho em canaviais, em minas de carvão, em funilarias, em cutelarias (locais onde se fabricam instrumentos de corte), na metalurgia e junto a fornos quentes, entre outros.


1  A MENSAGEM DO Senhor veio a mim ainda uma outra vez: 2  "O Senhor do Universo diz: Estou terrivelmente zangado com o que os inimigos de Jerusalém fizeram à cidade. 3  Voltarei para Sião, a minha terra e morarei, Eu mesmo, em Jerusalém. Ela será chamada 'A Cidade Fiel', 'O Monte Santo' e 'O Monte do Senhor do Universo.' 4  O Senhor do Universo afirma que Jerusalém terá paz e prosperidade por tanto tempo que mais uma vez haverá velhos e velhas andando lentamente pelas ruas, apoiados em suas bengalas, 5  e as ruas e praças da cidade estarão sempre cheias de meninos e meninas brincando6  O Senhor diz: "Isso parece incrível para vocês - um resto de povo, pequeno e sem ânimo - mas para Mim é algo muito simples. Zac 8:1-6 BV 

O que podemos fazer?

·       Não contratrar crianças – empregadas domésticas;
·       Não comprar de empresas denunciadas por usar mão-de-obra infantil;
·       Pagar salários justos aos adultos que nos prestam serviços;
·       Denunciar o trabalho infantil sob qualquer forma;
·       Exigir políticas e investimentos públicos na defesa da criança;
·       Exigir investimentos públicos em educação básica;
·       Apoiar leis contra o trabalho infantil.

O trabalho infantil impede a vida de se desenvolver; atrofia a vida. Não tenho dúvidas de que a voz de Jesus ecoa dizendo: Não as impeçam as crianças de viver
  
2.   Não as impeçam de sonhar com o futuro

Aquelas pessoas que tentavam se aproximar de Jesus queriam que Ele abençoasse suas crianças; isso quer dizer que elas tinham sonhos para o futuro de suas crianças, que certamente seriam influenciadas por esses sonhos e também sonhariam com o futuro. A bênção sobre a vida de um pessoa é declaração de fé sobre o futuro.

Quando abençoamos nossas criança temos a esperança de que o futuro deles seja repleto da vontade de Deus. Olhando para o que Jesus fez, acho que podemos extrairtrês atitudes importantes para aqueles que abençoam as crianças em nome de Deus:

Afirme o valor que elas têm

Jesus valorizou as crianças muito acima da cultura de seu tempo ao usá-las para exemplificar o tipo de pessoa que terá acesso ao Reino de Deus.

...pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. 15  Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele".  Mar 10:14b,15 
Há pais, tios, avós, vizinhos que são hábeis em destruir a frágil autoimagem das crianças:

Você não serve pra nada.  Esse aqui é pior que o pai dele!
Você é um preguiçoso. Venha aqui seu ladrãzinho!
Esse não ser nada na vida. Esse menina é uma abestada!
Você é doido, é menino! Esse aqui não faz nada que preste.
Essa menina é imprestável que nem...

O que sai de sua boca sobre as crianças em sua volta? Bênção ou...
Qual sua reação quando vê alguém amaldiçoando uma criança?

A primeira coisa que Jesus fez foi afimar publicamente que as crianças têm valor; elas guardam si resquícios da confiança que Jesus deseja que faça parte da vida daqueles que se dispõe a segui-lo
  
Tome nos braços

Jesus poderia ter abeçoado às crianças onde elas estavam: nos braços de que as trouxera, mas Ele as colocou em seus próprios braços.

Crianças precisam ser beijadas, abraçadas, afagadas e receber todo o carinho que seja possível dar dentro de um contexto apropriado. O toque físico apropriado e um poderoso sinal de amor.

Meninos e meninas precisam desse carinho. Papais, as expressões de afeto não vão abalar a masculinidade de seu filho, pelo contrário permitirão que no futuro eles exerçam sua sexualidade de forma equilibrada.

Ambos, meninos e meninas, precisam tanto do carinho de Pai quanto do carinho de mãe. São formas diferentes de tomar nos braços, são braços diferentes que expressam jeitos diferentes de amar.

Abençoe

Faça um exercício. Procure expressões de bênção para dizer sobre seus filhos e sobre as crianças em sua volta:

Que seu coração seja temente a Deus por toda a sua vida!
Que o amor de Deus tenha sempre prioridade em sua decisões!
Que você seja uma alegria para o esposo que o Senhor lhe der!
Que você sempre tenha coragem para trabalhar e ganhar o pão!
Que sua vida seja repleta de sorrisos e alegrias!
Que sua alma encontre satisfação nas coisas simples!
Que Deus seja seu refúgio nos momentos difíceis.
Que você seja uma pessoa saudável de corpo, alma e mente.


3.   Não as impeçam de provar o amor

É difícil um pai ou uma mãe que não afirme com convicção que ama seu filho ou filha. Mas é muito comum com os filhos não consigam provar, experimentar desse amor.

Olhando para o que Jesus fez, quero deixar suas sugestões para que seu amor possa ser experimentado por seu filho:

Presença

Jesus permitiu que as crianças estivéssem em volta dele. Elas a tocaram, ele as tocou, ele esteve um tempo com elas.

Provavelmente uma das inquietações dos discipulos era que a implantação do Reino de Deus exigia que Jesus não disperdiçasse seu tempo em encontros de pouca importância. Era necessário promover o desenvolvimento do Reino junto àquelas figuras importantes do judaísmo e de Roma. Mas Jesus, pára tudo para estar com aquelas crianças. Ele as presenteou com sua presença.

Esse é um dos grandes presentes que você pode dar a seus filhos: sua presença. Nada que você compre poderá substituir sua presença. Nada que você diga poderá suprir sua ausência.

Papai e mamãe têm papeis insubstituíveis. Não ceda à tentação de pensar que a escola resolverá, que a presença da avó resolverá, que a igreja resolverá ou que a consulta com o psicólogo resolverá. Sua presença é indispensável para o crescimento saudável de seu filho.

  
Proteção

Jesus tomou as crianças em seus braço. Isso é uma expressão de acolhimento que transmite segurança a quem é abraçado. Crianças precisam sentir-se seguras e somos nós adultos que devemos transmitir essa segurança.

Infelizmente muitos pais e mães despejam sobre seus filhos todas as amarguras e sofrimentos da vida. As crianças têm-se tornado cada vez mais participantes de um mundo que elas não compreendem nem estão preparadas para lidar.

As desavenças entre marido e mulher, as dificuldades financeiras, as incertezas sobre o futuro, tudo tem sido despejado sem qualquer filtro sobre as cabecinhas de nossos filhos. O resultado é que eles se sentem desprotegidos e desamparados por pais que não sabem o que fazer.

Não estou defendendo a manutenção de uma farsa, uma estorinha bonita, mas é preciso compartilhar com cada criança na medida certa de sua capacidade de lidar com a situação. Além disso, papai e mamãe, se você é algum que ama ao Senhor, esses devem ser momento de compartilhar não apenas as lutas, mas sua confiança em Deus.

Sua proteção, naquilo que está ao seu alcançe e a proteção de Deus naquilo em que você nada pode fazer serão momentos preciososo em que seu filho vai experimentar o amor que você tem por ele.

13  Alguns traziam crianças a Jesus para que ele tocasse nelas, mas os discípulos os repreendiam. 14  Quando Jesus viu isso, ficou indignado e lhes disse: "Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. 15  Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele". 16  Em seguida, tomou as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou. Mar 10:13-16 

Não as impeça de viver; defenda a vida, proteja a infância
Não as impeça de sonhar; Afirme o valor que elas têm; Tome nos braços; Abençoe.
Não as impeça de de provar o seu amor; esteja presente e as proteja

terça-feira, 19 de junho de 2012

A Força da Mulher para Construir ou Destruir


A Força da Mulher para Construir ou Destruir
























A Palavra de Deus deixa bem claro quanto o poder que a mulher tem em edificar sua casa com sabedoria ou colocar tudo a perder com as próprias mãos.

Podemos ver muitas mulheres nas igrejas que oram e imploram por uma mudança, porém, estas só podem acontecer com a prática da Palavra, porém, na maioria das vezes não é o que acontece.

Na igreja ora, em casa xinga!
Na igreja determina, em casa amaldiçoa com palavras!
Na igreja crê, em casa desiste!

E é justamente em casa que muitas se entregam como marionetes nas mãos do inimigo, colocando de lado todo aprendizado da Palavra de Deus e assim com suas atitudes contrárias põe tudo a perder. E ao inves de edificar, acaba por destruir!

Veja a influencia das mulheres de Salomão:

"Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o Senhor dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era todo fiel para com o Senhor seu Deus, como fora o de Davi, seu pai" (1 Reis 11.1-4).

A consequência foi a divisão do reino (Norte/Sul). Seus respectivos reis, os quais deram ouvidos às mulheres de Deus, tiveram êxito no governo, mas os que deram ouvidos às mulheres endiabradas foram envergonhados e destruídos.

Lembra de Jezabel e Acabe?

Acabe, rei de Israel, fez o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele: "Como se fora cousa de somenos andar ele nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, serviu a Baal, e o adorou" (1Reis 16.31).

Jezabel, rainha de Israel, era na verdade quem reinava através de seu marido. Foi ela quem jurou matar o profeta Elias. Escrevia também cartas em nome de Acabe e as selava com o sinete real. Assim matou todos que atravessavam seu caminho. A Bíblia diz que:

"Ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau perante o Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o instigava" (1Reis 21.25).

E a mulher de Jó?

Depois que Jó perdeu os filhos, todos os seus bens e até a saúde, sua mulher se aproximou dele e disse: "Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus, e morre"( Jó 2.9).

É claro que Jó não seguiu o seu conselho; pelo contrário, a chamou de maluca (Jó 2.10).

Ainda nesta linha, a Bíblia narra a história de Balaão, inimigo de Israel, que por sua vez instruiu Balaque a armar ciladas diante do povo de Deus. Ele disse a Balaque que enviasse as mais lindas jovens ao acampamento israelense para não somente levarem os homens a praticarem a prostituição como também os fazerem comerem das coisas sacrificadas aos ídolos, a fim de provocarem a ira do Senhor.

De acordo com a instrução de Balaão, Balaque executou seu plano e os filhos de Israel se prostituíram física e espiritualmente com as mulheres enviadas por Balaque. (Nm 25.1, 2; 31.16).

Com tudo isso, podemos ver que a força da mulher está no poder de persuasão da sua palavra, a qual tem mais força do que o homem.

O lisonjeio de suas palavras é quase irresistível. Uma prova disso é o fato de, quase sempre, a mulher conseguir levar o seu marido e toda a sua família para a Igreja, enquanto dificilmente o marido consegue fazer o mesmo.

Seja sábia!
Não deixe o inimigo
controlar seus lábios
ou atitudes,
você foi chamada
para edificar!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

As 7 Renuncias de Pedro


As 7 Renuncias de Pedro

Lc 5:1-11 / At.3:6


1 – A renuncia da sabedoria humana V 3-5

      Pedro tinha hábito de pescar sempre em determinado perímetro e constantemente lançava as suas redes com base em sua experiência de campo. Jesus disse: “vá para onde às águas são mais profundas... Lancem as redes para pesca” E você tem se submetido às ordens que Jesus tem te dado?

2 – A renuncia do Ego V5b

             Pedro sempre dirigia a pescaria, todos procuravam Pedro para saber onde jogar as redes. Mas desta vez Pedro está sendo dirigido por alguém que é maior do que ele. Você é uma pessoa que reconhece quando Deus coloca alguém maior do que você para dirigi-lo?

3 – A renuncia do individualismo V7a

      Pedro nunca havia demonstrado fraqueza para seus companheiros de pesca. Quando pescava e a quantidade de peixes superava a capacidade do barco Pedro tinha a satisfação de chegar no porto com seu barco arrastando de peixes para que todos dissessem “ele é o bom”. Porém, desta vez Pedro ao ver a quantidade de peixes, faz um sinal para seus irmãos participarem das bênçãos. Você pede ajuda aos seus irmãos, ou quer fazer tudo sozinho? Preocupa-se mais com o resultado individual ao invés de buscar o resultado coletivo? O Reino de Deus é um corpo você precisa buscar a coletividade.

4 – A renuncia da avareza V7b

      Pedro como pescador hábil que era sempre costumava levar os grandes peixes para a sua casa como troféu. Entretanto, como já havia se aproximado de Jesus e compreende que quando Deus abençoa um homem as bênçãos transbordam e se multiplicam sobrenaturalmente, Pedro tem o prazer em dar, em dividir, em ajudar seus irmãos, ele reparte sua pescaria e todos saem com seus barcos a ponto de afundar. Quando dividimos as nossas bênçãos Deus ainda nos mantém com o Barco cheio.  Você tem prazer em abençoar seu próximo? Ou é avarento e não tem a capacidade de dividir?

5 – A renuncia do Orgulho V8

      Pedro após ter feito uma pescaria diferente e inusitada ele se depara com o responsável por toda aquela fartura. Pedro reconhece que para continuar recebendo aquelas bênçãos precisaria se render aos pés de Jesus. E você é grande demais para se render ao Senhor, é sábio de mais receber comandos de homens? É importante demais que não tem tempo para participar das reuniões de lideres? É orgulhoso demais que não pode dizer que Jesus tem sido teu provedor?

6 – A renuncia do apego as riquezas At. 3:6a

Pedro estava pregando a palavra, porém a sua situação não era fácil. Não havia fartura em sua mesa, as coisas haviam mudado. Sua casa anteriormente era repleta de alimentação de recursos financeiros que ele trazia de seu trabalho como pescador. Agora Pedro não é mais um pescador de peixes, ele se transformou num pescador de homens. Quando Pedro diz “não tenho”ele literalmente sabia do que estava falando. Realmente ele não tinha como ajudar aquele homem financeiramente.

7 – A renuncia da dependência de suas próprias forças At. 3:6b

      Pedro estava diante de uma situação facilmente resolvível com as suas próprias forças. Bastaria meter à mão no bolso e repassar aquele homem algum recurso. Bastaria usar de sua influência, pois era um homem conhecido. Os outros homens que passaram por ali ajudavam aquele com suas próprias forças. Pedro, reconhece que aquela situação vai além de suas forças, que ele precisa se colocar na dependência de Deus. “...mas o que tenho, isto lhe dou.”  Pedro lança sua rede sobre aquele homem, ali estão as águas profundas que Jesus disse. Pedro lança a sua rede pensando...“Debaixo da tua palavra irei lançar as minhas redes”.E você qual é a impossibilidade que tem enfrentado? Por que esse problema não tem sido resolvido? Sabe por quê? Pelo fato de que você não tem lançado a sua rede sobre a palavra do Senhor. O que ainda falta para você confiar no poder de Jesus?