>

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

HABACUQUE


                     HABACUQUE
               
O profeta e o seu meio
Deste personagem bíblico sabemos apenas que foi profeta e que se chama Habacuque (1.1; 3.1). 

O seu livro, oitavo entre os doze chamados de “profetas menores”, não traz qualquer, ainda que mínima, informação pessoal, nem o seu nome é mencionado em qualquer outro livro do Antigo ou do Novo Testamento.

Com base na referência que se faz aos “caldeus, nação amarga e apressada” (1.6), alguns têm deduzido que Habacuque profetizou em algum tempo próximo à destruição de Nínive (612 a.C.); contudo, devido à falta de qualquer documento que permita fixar a data com exatidão, há também os que pensam que a atividade do profeta deve ser fixada entre o ano 605 a.C., princípio do reinado de Nabucodonosor na Babilônia (cf. Jr 25.1), e 597 a.C., ano da queda de Jerusalém (cf. 2Rs 24.10-12). 

As dificuldades para datar a sua atividade profética aumentam por causa do simbolismo que mais tarde adquiriu a imagem da Babilônia, nome que chegou a ser exemplo máximo de opressão, maldade e violência (cf. Ap 18).
O livro e a sua mensagem
Após o título do Livro de Habacuque (= Hc) em 1.1, a profecia é formada por três seções bem distintas.

A primeira delas (1.2—2.4) é uma espécie de diálogo entre Deus e o profeta. Habacuque clama por causa da violência e da injustiça praticadas diante dos seus próprios olhos pelas pessoas da sua nação (1.2-4); e o Senhor lhe responde afirmando que a maldade será castigada e que os caldeus serão o braço executor do castigo (1.5-11). 

Mas essa resposta torna o profeta ainda mais confuso, pois não compreende como Deus pode valer-se dos cruéis caldeus para invadir e arrasar o país: “por que, pois... te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (1.13).

Na segunda parte (2.5-20), Deus convida o profeta a confiar inteiramente nele. Virá o dia em que também os caldeus serão abatidos.

 A sua própria soberba os consumirá quando tiver chegado a ocasião do triunfo da justiça, quando o mau receber o pagamento que merece, ao mesmo tempo em que “o justo, pela sua fé, viverá” (2.4; cf. Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38).

O cap. 3 constitui a terceira seção do livro. É uma oração em forma de salmo, composta para cantar a glória do Senhor e para expressar, em uma vibrante linguagem poética, a confiança do profeta na proteção que lhe dispensará o Deus da sua salvação, o Senhor que é a sua fortaleza (3.18-19).
Esboço:
1. Diálogo entre Habacuque e Deus (1.1—2.4)
a. Habacuque queixa-se da injustiça (1.1-4)
b. Resposta de Deus: Judá será castigado (1.5-11)
c. Intercessão de Habacuque (1.12-17)
d. Resposta de Deus: o castigo virá, mas o justo viverá pela fé (2.1-5)
2. Cinco ais sobre os caldeus (2.6-20)
3. Oração de Habacuque (3.1-19)


Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil, 2002; 2005, S. Hc 

domingo, 16 de dezembro de 2012

NAUM


                          NAUM
O profeta e o seu meio
Tudo o que conhecemos até hoje sobre a vida de Naum resume-se exclusivamente ao que o próprio livro traz: que nasceu em Elcos (1.1).

 Mas até mesmo essa informação é pouco significativa, pois jamais se conseguiu identificar o povoado com esse nome e nem mesmo localizá-lo. 

Alguns pensam que Elcos pertencia a Judá e estava situada na região da Sefelá, próximo de Moresete-Gate; outros, contudo, supõem que se situava na Galiléia e, mais concretamente, no lugar onde depois se edificou a cidade de Cafarnaum.

A atividade de Naum parece corresponder ao período entre 663 e 612 a.C., sendo provável que a composição do livro tenha-se dado pouco antes do de 612 a.C., ano em que os aliados medo-caldeus atacaram e destruíram a cidade de Nínive.

Desde o seu aparecimento no cenário geral da história, os assírios haviam se mostrado um povo belicoso e os mais cruéis dominadores das nações conquistadas, às quais impuseram toda espécie de violências e deportações (cf. 2Rs 17.3-6).

 Por isso, os povos do Oriente Médio, entre esses o reino de Judá, os quais, durante um século bastante longo, haviam sofrido o jugo da opressão assíria (cf. 2Rs 18.13-37), celebraram com muita alegria a destruição de Nínive.
O livro e a sua mensagem
A queda daquela grande capital, centro vital do poder imperial da Assíria, constitui o único tema da profecia de Naum. Em torno desse acontecimento tão esperado, move-se a sua mensagem, que é um poema vibrante e cheio de paixão.

Das duas partes em que se pode dividir o Livro de Naum (= Na), a primeira (1.2-10) apresenta-se em forma alfabética: até o v. 8, a letra inicial de cada v. segue a ordem do alfabeto hebraico.

 O texto é um cântico de exaltação à glória do Senhor, o Deus “zeloso e que toma vingança”, cujo poder supera qualquer poder humano e também as mais violentas manifestações da natureza (1.3b-6).

 O Senhor, o Deus de Israel, protegerá os seus e os livrará dos seus inimigos, os assírios (1.8-10); ele, que é o Senhor da história e tem nas suas mãos o destino das nações, “acabará de uma vez” com os seus inimigos (1.8) e fará mudar a sorte de Israel e de Judá.

 Os versículos seguintes (1.11-15) são uma passagem de transição em que se alternam as promessas de paz e restauração dirigidas ao povo eleito com a ameaça dos terríveis males que haverão de sobrevir à Nínive.

Por fim, na segunda parte do livro (2.1—3.19), o profeta descreve com impressionante sonoridade o assalto à cidade odiada, cuja derrota provocará a ruína completa do Império Assírio.

 Agora, o ritmo poético da linguagem de Naum, a dramaticidade das suas metáforas e a sonoridade das suas palavras evocam o rodar dos carros de guerra, o galopar dos cavalos e o violento fragor da batalha.

 E parece até se escutar, como que brotando do fundo desse quadro de desastre e morte, o clamor vitorioso do povo de Deus.
Esboço:
1. Ira e misericórdia de Deus (1.1-15)
2. Destruição de Nínive (2.1—3.19)
a. Cerco e tomada (2.1-13)
b. Ruína inevitável (3.1-19)








Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil, 2002; 2005, Na

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

MIQUÉIAS


                         MIQUÉIAS
 
O profeta e o seu meio
O cabeçalho do livro (1.1) diz que Miquéias, natural de Moresete (ou Moresete-Gate, cf. 1.14), povoado situado a uns 40 km a sudoeste de Jerusalém, viveu “nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá”. Foi, portanto, um dos profetas do séc. VIII a.C., contemporâneo de Isaías (Is 1.1), Oséias (Os 1.1) e Amós (Am 1.1).

Miquéias, assim como Isaías, exerceu a sua atividade em Judá; mas também endereçou as suas proclamações a Israel, o Reino do Norte. E o seu julgamento sobre si mesmo, como o de Amós — um “dentre os pastores de Tecoa” (Am 1.1), traz a marca da vida no meio rural.

 Nesse profeta revela-se um interesse imediato por problemas característicos da sociedade agrícola. 

No meio desta, sem dúvida, desenvolveu a sua personalidade, já que os trabalhos do campo eram característicos da região a que Moresete pertencia, a Sefelá, uma faixa de relevo pouco acidentado e que se estende entre as montanhas de Judá e as planícies da costa do mar Mediterrâneo. 

Uma terra boa, de colinas férteis e suaves, onde Miquéias viveu desde criança as amarguras do homem do campo humilde e submetido à prepotência daqueles que “cobiçam campos... fazem violência a um homem e à sua casa” (2.2).
O livro e a sua mensagem
O Livro de Miquéias (= Mq) compõe-se de três partes. A primeira é formada pelos caps. 1—3, e nela predominam os temas de natureza social, com o mesmo fundo crítico próprio do profetismo daquela época.

 Na voz de Miquéias se percebem tons extremamente duros quando repreende a “Samaria e a Jerusalém”, isto é, a Israel e a Judá. Porque em ambas se fomenta a maldade dos governantes e poderosos (3.1-3), a injustiça dos juízes (3.9-10) e a corrupção dos sacerdotes e dos profetas (3.5-7,11); de modo que, por causa deles todos, “Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa, em lugares altos de um bosque” (3.12).

 Esse terrível anúncio da destruição de Jerusalém e do templo impressionou tão profundamente os habitantes da cidade santa, que, um século depois, Jeremias o recolheu na íntegra na sua profecia (Jr 26.18).

Os caps. 4—5 formam a segunda parte do livro. Embora ainda se ouça nela o eco das ameaças anteriores, já predomina no pensamento de Miquéias a esperança de um tempo final (4.1) em que Judá e Israel andarão “em o nome do Senhor, nosso Deus, eternamente e para sempre” (4.5). 

Então, haverá salvação, Jerusalém será restaurada e a ela acudirão as nações, dizendo: “Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à Casa do Deus de Jacó”. 

Ali, conhecerão os caminhos do Senhor e serão instruídos na sua palavra (4.1-2). De Belém, a pequena vila onde nasceu o rei Davi, sairá outro rei, “que será Senhor em Israel” e que também “será a nossa paz” (5.2,5). 

Então, as guerras cessarão, e as armas serão transformadas em instrumentos de paz e de trabalho; então, “converterão as suas espadas em enxadas e as suas lanças em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação” (4.3).

O escrito de Miquéias, na sua terceira parte (caps. 6—7), dirige-se particularmente a Israel. Percebe-se uma forte expressão de amargura no falar quando o profeta censura a infidelidade com a qual o povo responde à bondade de Deus:

 “Ó povo meu! Que te tenho feito? E em que te enfadei?” (6.3); porque em Israel triunfa a maldade (6.10—7.6), e é tanta a corrupção moral, que a amizade se desvanece, a justiça é comprada e vendida, a desconfiança separa até mesmo os cônjuges, e a falta de respeito de uns para com os outros destrói a convivência familiar (7.1-6).

Porém, mesmo assim, na profecia prevalece a esperança sobre todos esses males, a certeza de que o Senhor ainda terá misericórdia dos seus, do pequeno “restante” da sua herança que houver permanecido limpo de pecados e infidelidades depois da prova purificadora que o Senhor trará sobre Israel (7.18; cf. 2.12; 4.6-7; 5.7-8). 

Miquéias, no final do livro, expressa a sua confiança de que o Senhor, o qual “tem prazer na benignidade” (7.18), cuidará de Israel também no futuro e o pastoreará como já fez “nos dias da antiguidade”, quando o tirou do Egito e lhe mostrou as suas maravilhas (7.14-20).
Esboço:
1. Juízo de Deus sobre Israel e sobre Judá (1.1—3.12)
2. Reinado universal do Senhor (4.1—5.15)
3. A corrupção de Israel e a misericórdia de Deus (6.1—7.20)



Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil, 2002; 2005, Mq

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Com cinco pedras na mão


                     Com cinco pedras na mão
 

                                                    1 Samuel 17.39-40


Eis a história como nos conta a Bíblia: o gigante Golias ameaçava e humilhava o povo
de Israel. Ele era um guerreiro profissional, com vasta experiência em combates. Ele
era o orgulho da raça filistéia, e não seria exagero dizer que muitos jovens de sua terra
queriam crescer e ser como ele: um vencedor.

Ele estava certo da vitória contra os israelitas, por isso propôs que houvesse um duelo,
uma luta entre dois guerreiros apenas, cada um representando o seu povo. O povo do
guerreiro derrotado se tornaria escravo do povo do guerreiro vencedor. A terra devia
tremer quando aquele brutamontes pisava com vontade. Durante 40 dias ele humilhou o
povo de Israel. Ninguém se atrevia a descer na arena e enfrentar o monstro, que além
da força física, estava tão armado que mais parecia um arsenal ambulante.

Até que apareceu Davi no cenário. O jovem pastor de ovelhas não era um guerreiro.
Mas quando ouviu as provocações do gigante, ficou chocado que ninguém se oferecesse
para o enfrentar. É assim que Davi salta para as páginas da fama na Bíblia. Indignado,
ele vai ao riacho, apanha cinco pedras e vai enfrentar a fera. Era como se cada pedra
representasse uma coisa boa, como coragem, convicção, competência, confiança e
conquista.

1. A pedra da CORAGEM
Davi demonstrou não estar com medo do gigante. Chegou-se para o rei Saul e lhe disse:
Ninguém deve ficar com o coração abatido por causa desse filisteu; teu servo irá e
lutará com ele (v. 32).

Às vezes, a gente fica impressionado com o tamanho dos nossos golias, os problemas, e
fica se encolhendo de medo. Davi parecia não estar com medo. Será que ele era tão
ingênuo assim? Ou será que foi porque ele tinha uma outra visão do problema? Lendo
ou ouvindo o texto, fica a impressão de que os soldados de Israel se comparavam com o
gigante e se intimidavam. Davi, não. Ele comparava o poder do gigante com o poder de
Deus, e foi daí que extraiu coragem.

2. A pedra da CONVICÇÃO
Davi levou consigo a pedra da convicção. Para convencer o rei de que ele, Davi, tinha
alguma experiência com as lutas da vida, ele disse: “O Senhor que me livrou das garras
do leão e das garras do urso me livrará das mãos desse filisteu(v. 37). Davi não
pressupôs que ele mesmo tivesse alguma força, mas atribuiu ao Senhor suas vitórias
sobre um leão e sobre um urso. E estava convicto de que o mesmo Senhor lhe daria
também esta outra vitória. Como diria Stanley Jones, ele não apenas possuía
convicções; mas ele, sim, é que estava possuído por elas.

Sem convicção, uma pessoa se encolhe, se esconde, empalidece, enfraquece, esmorece,
estremece e esquece o que deveria fazer; mas se ela tem convicção, ela reúne forças, vai
à luta e vence o inimigo.

3. A pedra da COMPETÊNCIA
O rei Saul quis ajudar Davi a se preparar para a luta e colocou nele armas reluzentes,
bonitas, caras, provavelmente até importadas. Mas a cena ficou ridícula, e Davi
devolveu as armas de Saul, dizendo: “Não consigo andar com isto, pois não estou
acostumado(v. 39). Esta palavra é importante: você só vai conseguir utilizar as armas
que Deus lhe dá, se você estiver acostumado com elas. A Bíblia é espada de dois
gumes, poderosa como poucas armas, mas infelizmente há irmãos que não estão
acostumados a manejá-la. E assim, ficam expostos ao perigo. Recomenda-se pois que
todo guerreiro de Cristo tenha intimidade com as armas espirituais: a Palavra de Deus, a
oração, a adoração, a obediência...
Davi se preparou conveniente e competentemente: foi ao riacho e escolheu cinco pedras
lisas e as colocou em sua bolsa, levando também sua atiradeira (v. 40).

4. A pedra da CONFIANÇA
Davi disse ao filisteu: “Você vem contra mim com espada, com lança e com dardos,
mas eu vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de
Israel, a quem você desafiou(v. 45).
O gigante zombou de Davi e suas armas. Mas quando vamos em nome de Deus, somos
“mais que vencedores”. O gigante achava que entendia tudo de lutas e combates, mas
Davi foi ao encontro dele “em nome do Senhor dos Exércitos”. Em Provérbios 21.31
lemos: “...o cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas do Senhor vem a vitória”.

Ouviu, irmão? Então... de onde vem a vitória?
Não vem de nossa sabedoria,
Não vem de nossa esperteza no lidar com os Golias da vida,
Não vem da sofisticação de nossos recursos.
Não vem da potência de nossas armas.
Vem do Senhor, o Deus de Davi.
A Bíblia diz que o nosso Deus é Senhor de tudo, inclusive “Senhor dos exércitos”.

5. A pedra da CONQUISTA
Davi correu ao encontro do gigante, e atirou nele uma pedra. Atirou e acertou. Foi uma
pedra só; era a pedra da conquista. O gigante caiu feio, fazendo muito barulho na queda
e foi derrotado (v. 49). Com toda a sua experiência nos campos de batalha, com todas
as armas que ele trazia consigo, ainda assim o gigante perdeu. Por que perdeu?
O gigante perdeu porque zombou de Deus, e de Deus ninguém deve zombar. Ele é um
Deus que nos criou, nos protege, nos sustenta, nos ama, nos abençoa, mas também quer
ser levado a sério. Ele não quer que o nome dEle seja usado em vão. Ele quer que sua
Palavra seja observada. Ele não é brincadeirinha de gente desocupada. A Bíblia deixa
claro isso quando diz: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo(He 10.31).

Quer ver só?
1. Os irmãos de José zombaram de Deus, venderam o seu irmão como escravo,
como se ele fosse um animal, e depois tiveram que se desculpar com ele e
reconhecer que ele era instrumento de Deus para a sobrevivência deles.

2. Faraó zombou de Deus, caiu nas mãos do Deus vivo, afundou e se afogou no
Mar Vermelho com todos os seus “carros e cavaleiros”!

3. Os cananeus zombaram de Deus, caíram nas mãos do Deus vivo e sumiram da
história.

4. O ambicioso Absalão zombou de Deus, do pai e do país, caiu nas mãos do Deus
vivo e morreu jovem, sem trono e sem nome.

5. Jezabel zombou de Deus, morreu e virou ração para cachorro.

6. O orgulhosíssimo Nabucodonozor zombou de Deus, caiu nas mãos do Deus vivo
e foi comer grama com e como os animais!

7. Os conspiradores contra Daniel zombaram de Deus, e foram devorados pelos
leões da Babilônia.

8. O político inescrupuloso na corte persa, Hamã, planejou um Holocausto contra o
povo de Deus, e foi executado na própria forca que mandou preparar para
Mardoqueu.

Deus é amor. Se você o temer e servir, ele colocará a vitória nas suas mãos, como fez
com o jovem Davi. Mas se você fizer como o povo de Israel fez ao tempo de Jeremias,
Ele revelará o outro lado de sua pessoa, que você não vai ficar feliz em conhecer.
Davi venceu o gigante zombador. Venceu porque Deus lhe deu a vitória!

Conclusão
É imensa a tentação de pensar que a vitória é produto do próprio braço do homem.
Como na história do pica-pau, que li faz pouco e com a qual concluo:
Era uma vez um pica-pau que se pôs a dar bicadas no tronco de uma árvore. Concentrou
toda a sua força no bico e começou a trabalhar.
Ao mesmo tempo em que fazia isso, uma forte tempestade se aproximava.
Chuva, trovões, relâmpagos.
Um raio caiu e derrubou a árvore.
Vendo aquilo, o pica-pau primeiro recuou assustado.
Depois, se empinou e foi, fanfarrão, dizer aos amigos:
— Vocês viram como eu sou forte?
Davi não diria isso; na verdade, o que ele disse foi: “...eu sou pobre e necessitado;
contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te
detenhas, ó meu Deus” (Sl 40.17).

Pr. João Soares da Fonseca