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domingo, 6 de janeiro de 2013

MATEUS


                       MATEUS

Autor e objeto do Evangelho
Com notável unanimidade, a tradição da Igreja tem atribuído desde o séc. II a composição deste Evangelho a Mateus, o publicano (9.9; 10.3), chamado também de Levi, filho de Alfeu (Mc 2.14; Lc 5.27), o coletor de impostos a quem Jesus chamou e uniu ao grupo dos seus discípulos (10.1-4; Mc 3.13-19; Lc 6.13-16).

Tem-se afirmado que Mateus (= Mt) é por excelência o Evangelho da Igreja. Escrito para instruir acerca de Jesus Cristo o novo povo de Deus, apresenta-se diante do leitor como um texto de estrutura basicamente didática.
Características teológicas e literárias
É evidente que Mateus está mais interessado em coligir e apresentar na sua obra o pensamento de Jesus do que em dar-lhe um conteúdo puramente narrativo. 

Conseqüência desse enfoque é o fato de que o evangelista nos transmitiu um quadro enriquecedor da cristologia da Igreja primitiva, quadro que poderia ser resumido em quatro pontos fundamentais:

(1) Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, é o Messias esperado pelo povo judeu.

(2) Em Jesus, descendente de Davi (1.6; 20.30-31; 21.9), cumprem-se as profecias messiânicas do Antigo Testamento.

(3) O povo judeu não chegou a compreender cabalmente a categoria espiritual nem a profundidade da obra realizada por Jesus em obediência perfeita à vontade de Deus.

(4) A rejeição de Jesus, o Cristo, por parte do Judaísmo palestino, projetou a mensagem evangélica ao mundo gentio, revelando desse modo o seu sentido universal.

Um traço característico deste primeiro Evangelho é a sua contínua referência ao Antigo Testamento, com o objetivo de demonstrar que as Escrituras têm o seu pleno cumprimento em Jesus (1.22-23; 2.15,17-18,23; 4.14-16; 8.17; 12.17-21; 13.35; 21.4-5; 27.9-10). 

Mateus, mais do que Marcos e Lucas, faz citações abundantes da Lei e dos Profetas (5.17-18; 7.12; 11.13; 22.40) e, com freqüência, da fé em tradições e práticas religiosas dos judeus vigentes na época (cf., entre outras, 15.2; 23.5,16-23).

Mateus também nos apresenta Jesus como o intérprete infalível das Escrituras. Ele é o Mestre sem igual, que a partir da verdade e da autenticidade descobre a falsidade de certas atitudes humanas aparentemente piedosas, mas, na realidade, cheias de avidez para receber o aplauso público (6.1).

 Recordemos a crítica de Jesus quanto a dar esmolas a toque de trombeta (6.2-4), a respeito da vaidosa ostentação das orações feitas nos cantos das praças (6.5-8; 23.14) e a hipocrisia dos jejuns praticados com o propósito primordial de impressionar o povo (6.16-18).

Especialmente interessante é o tratamento que Mateus dá ao aspecto pedagógico da atividade de Jesus. 

Enquanto Marcos e Lucas associam as palavras do Senhor à ocasião em que foram pronunciadas, Mateus as dispõe de modo ordenado. 

Freqüentemente as reúne em amplas unidades discursivas, compostas com o objetivo de ajudar os crentes a aprendê-las de memória.

 Cinco delas, muito conhecidas, destacam-se pela sua extensão:

O sermão do monte 5.3—7.27
O apostolado cristão 10.5-42
O reino dos céus 13.3-52
A vida da comunidade cristã 18.3-35
O final dos tempos 24.4—25.46

Estes sermões ou discursos aparecem no Evangelho precedidos e seguidos por determinadas fórmulas literárias que servem de marco dramático a cada composição (5.1-2 e 7.28-29; 10.5 e 11.1; 13.3 e 13.53; 18.1 e 19.1; 24.3 e 26.1). Por outro lado, não são estes os únicos discursos.

Mateus contém muitos outros ensinamentos e exortações de Jesus aos seus discípulos (p. ex., 8.20-22; 11.7-19,27-30; 12.48-50; 16.24-28; 22.37-40), assim como admoestações dirigidas a escribas e fariseus (22.18-21; 23.1-36) ou, inclusive, a Jerusalém (23.37-38) e a algumas cidades da Galiléia (11.20-24).

O tema predominante na pregação do Senhor é o Reino de Deus (9.35), geralmente designado neste Evangelho como “Reino dos céus” e focalizado na sua dupla realidade, presente (4.17; 12.28) e futura (16.28). 

A proclamação da proximidade do Reino é também o anúncio de que Jesus encarrega os seus discípulos (10.7), aos quais, depois de ressuscitado, prometeu a sua permanência duradoura no meio deles: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (28.20).

Mateus escreve a sua obra seguindo, em linhas gerais, o esquema de Marcos, mesmo quando a cada passo põe o seu selo pessoal nos textos que redige.

 Quanto aos materiais narrativos utilizados, se bem que muitos sejam comuns a Marcos e Lucas, há cerca de um quarto que Mateus emprega de maneira exclusiva.

Os relatos de Mateus, mais concisos que os de Marcos, apresentam um rigoroso e belo estilo e mantêm certo tom cerimonial que induz a pensar num escritor de formação rabínica. Para isso contribui a presença no texto de não escassos elementos literários que são tipicamente hebraicos.

Língua, tempo e lugar de composição
Este Evangelho, como todos os livros do Novo Testamento, chegou a nós em língua grega. 

Desde os primeiros séculos da vida da Igreja, vem-se discutindo a possibilidade de que fora redigido inicialmente em aramaico e traduzido mais tarde para o grego; mas não há nenhuma fundamentação histórica de ter sido assim.

 O certo é que o texto grego de Mateus é o único que se conhece. No entanto, devido aos abundantes idiotismos semíticos que há no texto, o seu autor deve ter sido um judeu cristão que escreveu para leitores igualmente de origem judaica, mas de fala grega.

Com respeito ao lugar e tempo da composição do Evangelho, não é possível fixá-los com exatidão. Muitos pensam que pode ter sido escrito em terras da Síria, talvez em Antioquia, depois que os exércitos romanos destruíram Jerusalém no ano 70.

Esboço:
1. Infância de Jesus (1.1—2.23)                                                a. Genealogia de Jesus Cristo (1.1-17)
b. Nascimento e infância de Jesus (1.18—2.23)
2. Começo do ministério de Jesus (3.1—4.11)
a. Pregação de João Batista (3.1-12)
b. Antecedentes do ministério de Jesus (3.13—4.11)
3. Ministério de Jesus na Galiléia (4.12—13.58)
a. Começo do ministério (4.12-25)
b. O sermão do monte (5.1—7.29)
c. Atividades de Jesus (8.1—9.38)
d. Instrução dos apóstolos (10.1—11.1)
e. Atividades de Jesus (11.2—12.50)
f. As parábolas do Reino (13.1-58)
4. Ministério de Jesus em diversas regiões (14.1—20.34)
a. Atividades de Jesus (14.1—17.27)
b. Sermão sobre a vida da comunidade (18.1-35)
c. Atividades de Jesus (19.1—20.34)
5. Jesus em Jerusalém: semana da paixão (21.1—28.20)
a. Atividades de Jesus (21.1—23.39)
b. Sermão sobre o final dos tempos (24.1—25.46)
c. Paixão, morte e ressurreição (26.1—28.20)

Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil, 2002; 2005, S. Mt 

domingo, 30 de dezembro de 2012

MALAQUIAS


                  MALAQUIAS
O profeta e o seu meio
Malaquias, o nome que aparece na introdução deste breve escrito, deriva do termo hebraico malachi, que significa “o meu mensageiro”. 

E, uma vez que um profeta é propriamente um mensageiro de Deus, “Malaquias” pode ser entendido não só como nome próprio, mas também como título daquele a quem Deus confia um ministério profético.

O surgimento deste texto deve ter acontecido depois que, a partir do ano 516 a.C., foram retomadas regularmente as cerimônias do culto (1.6—2.9) no templo de Jerusalém, após a sua reconstrução (cf. 3.10).

 É provável que Malaquias tenha exercido as suas funções em fins do séc. VI ou no começo do V a.C., durante um período intermediário entre a atividade de Ageu e Zacarias (segunda metade do séc. VI a.C.) e o de Esdras e Neemias, cerca de um século depois.

 Também pode-se pensar que a pregação de Malaquias abriu o caminho para as reformas realizadas por Neemias.
O livro e a sua mensagem
Com o Livro de Malaquias (= Ml), último dos doze que formam o grupo dos chamados Profetas Menores, encerra-se o bloco da literatura profética da Bíblia e coloca-se o ponto final à última página do Antigo Testamento.

O texto de Malaquias caracteriza-se pelo tom polêmico com que aborda os diversos temas. 

A própria estrutura literária da mensagem é uma espécie de discussão retórica, de diálogo com os seus destinatários, a cujas perguntas e objeções o profeta responde. A fórmula discursiva é a seguinte:

(a) o Senhor estabelece um princípio geral ou condena uma prática reprovável habitual no povo;

(b) os interpelados apresentam as suas dúvidas e fazem perguntas, introduzidas, às vezes, de maneira irônica pelo profeta;

(c) o Senhor intervém novamente, confirma e amplia o que tinha dito antes, acrescenta mais reprovações e anuncia o castigo dos culpados.

O objetivo imediato da reprovação profética de Malaquias são os sacerdotes que, com a sua negligência, permitem que o pecado se instale no próprio templo (2.11) e que são os responsáveis pelos abusos praticados na celebração dos sacrifícios (1.6—2.9);

 mas também censura com severidade os maus, os injustos, os ímpios, os que repudiam a sua esposa para se unirem a uma estrangeira (2.10-16) e os que deixam de pagar os seus dízimos, defraudando assim o Senhor.

 O juízo condenatório de Malaquias se estende a todos os que não têm temor a Deus (3.5).

Por outro lado, a mensagem do profeta revela o estado de ânimo em que se achavam muitos israelitas passadas várias décadas da repatriação dos exilados na Babilônia.

 As grandes dificuldades econômicas que tinham de enfrentar, os relacionamentos problemáticos com os povos vizinhos e a demora no cumprimento das promessas que haviam escutado pela boca de Ageu e Zacarias deram lugar entre eles para o desencanto e para dúvidas sobre o amor e a justiça de Deus (cf. 2.17).

 Por isso, Malaquias afirma, com paixão, que Deus ama ao seu povo (1.2) e que não deixará de cumprir as promessas que lhe fez.

 O Dia do Senhor vem “vem ardendo como forno”, mas para os que temem o nome do Senhor “nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas” (4.1-2).
Esboço:
1. O amor do Senhor por Jacó (1.1-5)
2. O Senhor repreende os sacerdotes (1.6—2.9)
3. Condenação do repúdio da própria esposa e do matrimônio com estrangeiras (2.10-16)
4. O dia do juízo se aproxima (2.17—3.5)
5. O pagamento dos dízimos (3.6-12)
6. O justo e o mau (3.13-18)
7. O advento do Dia do Senhor (4.1-6)



Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil, 2002; 2005, Ml

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

ZACARIAS


                       ZACARIAS
O profeta e o seu meio
A introdução deste livro situa o início da atividade profética de Zacarias, filho de Baraquias, no “oitavo mês do segundo ano de Dario” (1.1). 

Esse monarca persa reinou entre 522 e 486 a.C., e, visto que Zacarias provavelmente tenha profetizado durante pouco mais de dois anos, pode-se estabelecer com bastante exatidão o tempo do seu ministério entre os anos 520 e 518 a.C.

Comparando a data indicada por esse profeta com a registrada no título do Livro de Ageu (Ag 1.1), verifica-se que foram contemporâneos; Zacarias começou o seu ministério apenas dois meses depois, segundo uma cronologia que é determinada pelas informações encontradas nas seguintes passagens: 1.1,7; 7.1.
O livro e a sua mensagem
O Livro de Zacarias (= Zc) tem duas partes bem distintas. A primeira compreende os caps. 1—8; e a segunda, os seis restantes: caps. 9—14.

Os primeiros versículos do escrito (1.2-6) são uma convocação feita aos repatriados do cativeiro babilônico, a quem o profeta exorta ao arrependimento e à conversão: “Tornai para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos” (v. 3).

 A exortação é seguida de uma série de visões complicadas, cheias de símbolos, de difícil interpretação, algumas vezes; nelas, sob a aparência de um anjo, o Senhor se apresenta ao profeta, dialoga com ele e responde às suas perguntas. Sob um ponto de vista literário, essas visões se assemelham às de Amós e Jeremias (Am 7.1—9.4; Jr 1.11-19).

Os textos que formam a primeira parte do livro são basicamente compreensíveis, apesar das dificuldades resultantes das muitas figuras simbólicas.

 Alguns temas aqui presentes destacam-se de forma especial, tais como o do amor e da misericórdia de Deus para com Jerusalém (1.14,16), o da humilhação das nações (“poderes”) que causaram a dispersão de Judá (1.21), o da eliminação do pecado entre o povo de Deus (5.3-4,8) e o da esperança messiânica (4.1-14). 

A reconstrução do templo recebe atenção especial por parte do profeta Zacarias (1.16; 4.8-10; 6.15); ele, junto com Ageu, anima o povo a retomar as obras interrompidas (cf. Ed 6.14), cuja conclusão redundará em benefício do esplendor de Jerusalém, a cidade escolhida pelo Senhor para nela habitar (2.10-12; 8.3).

Outro tema com que Zacarias se preocupa é a sinceridade na prática do jejum (7.2-14), uma prática cujo sentido pleno de gozo, alegria e festividade solene (8.19) se alcançará quando Jerusalém tiver sido restaurada.

A segunda parte do livro aponta para uma situação histórica diferente. Determinadas diferenças de enfoque da mensagem profética, junto com alguns indícios de natureza cultural (p. ex., o emprego do nome Grécia em 9.13) correspondem melhor a outra época do que a vivida por Zacarias. 

Os pesquisadores opinam que os caps. 9—14 se referem a uma época posterior, provavelmente aos anos de expansão do helenismo sob o governo de Alexandre, o Grande (segunda metade do séc. IV a.C.).

Sem nenhum texto de transição, exceto pela espécie de título com que se inicia esta parte (cf. Ml 1.1), a profecia contempla o triunfo final do Senhor sobre as nações inimigas (12.9; 14.12-15), às quais ele mesmo havia antes reunido para combaterem contra Jerusalém (14.2).

 Este será o castigo da cidade “contra o pecado e contra a impureza” da sua infidelidade (13.1-3). Todavia, Jerusalém será libertada em breve “e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar” (12.6).

 Zacarias proclama o Senhor como defensor do seu povo e de Jerusalém (9.8,15-16; 12.8), anuncia a reunião de todos os que estavam dispersos por diversos lugares (10.6-10), a anexação dos povos pagãos a Israel (9.7; 14.16-17) e o reinado definitivo de Deus (14.9,16).

 Muito significativa é a profecia messiânica sobre a chegada a Jerusalém de um Rei “justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta” (9.9). 

Os evangelistas Mateus e João manifestavam expressamente que o anúncio de Zacarias se cumpre com a entrada de Jesus em Jerusalém (Mt 21.4-5; Jo 12.14-15).
Esboço:
1. Chamamento a voltar-se para o Senhor (1.1-6)
2. Visões simbólicas (1.7—6.8)
3. Coroação simbólica de Josué (6.9-15)
4. Instrução sobre o jejum. Anúncio da salvação messiânica (7.1—8.23)
5. Castigo das nações vizinhas (9.1-8)
6. O futuro rei de Sião (9.9-17)
7. O Senhor redimirá o seu povo (10.1—11.3)
8. Os dois pastores (11.4-17)
9. A libertação de Jerusalém (12.1—13.9)
10. Vitória final de Jerusalém (14.1-21)



Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil, 2002; 2005, Zc

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

AGEU


                         AGEU
                O profeta e o seu meio
O profeta Ageu demonstra, no livro que leva o seu nome (= Ag), um interesse especial pela precisão dos dados históricos que menciona.

 Repete datas e notícias (1.1,15; 2.1,10,20) que permitem estabelecer com exatidão o tempo em que começou a exercer a sua atividade: o ano 520 a.C., “ano segundo do rei Dario” (1.1), que governou entre 521 e 485 a.C.

Ciro, o monarca fundador do Império Persa, promulgou no ano 538 a.C. o seu célebre edito (2Cr 36.22-23; Ed 1.1-4) que pôs fim ao cativeiro dos judeus na Babilônia (2Rs 25.1-22).

 Pouco depois, no ano 537, os judeus que haviam regressado a Jerusalém iniciaram com entusiasmo a reconstrução do templo (Ed 1.1-11). 

Entretanto, o fervor inicial logo se apagou; no seu lugar, propagou-se entre as pessoas um profundo desânimo, provocado, em parte, pela precariedade dos meios de que dispunham (1.6) e, em parte, pela intranqüilidade de ter de enfrentar cotidianamente a atitude hostil dos samaritanos (Ed 4.1-24).

 Tais circunstâncias afetaram as obras de restauração do templo, provocando, inclusive, a sua total paralisação (Ed 4.24), ao mesmo tempo em que, em contraste, começavam a aparecer na própria Jerusalém belas mansões particulares de membros ricos da comunidade (1.4).

A situação assim criada, aliada à falta de estabilidade política que reinava no Império Persa desde o ano 522 a.C., fornece o pano de fundo para a mensagem que Ageu tinha de apresentar ao povo e às autoridades mais importantes de Jerusalém: a Zorobabel, governador de Judá, e a Josué, sumo sacerdote (cf. Ed 5.1-2; 6.14).
O livro e a sua mensagem
A profecia de Ageu consiste basicamente em uma exortação a começar sem demora a reconstrução do templo, que não podia permanecer em ruínas por mais tempo, mas devia ser restaurado para a glória de Deus (1.8).

 A ordem procede de Deus (1.8) e não pode ser ignorada sem que disso resultem sérios danos para todos: a seca, a perda das colheitas e a pobreza, que serão os sinais da cólera divina (1.9-11). 

Por outro lado, Deus abençoará e trará uma rápida e perene salvação ao seu povo, se, mediante o esforço de todos, o templo for reconstruído (1.8; 2.6-9; 2.20-23).

A reação positiva de Zorobabel e Josué aos apelos unânimes de Ageu e Zacarias (cf. Ed 6.14) despertou o adormecido entusiasmo popular (1.12-14). 

As obras foram retomadas sem perda de tempo, e, não muito tempo depois, foi possível celebrar com grandes manifestações de alegria a dedicação do santuário recém-restaurado (Ed 6.15-18).
Esboço:
1. Exortação para a reedificação do templo (1.1-15)
2. A glória do novo templo (2.1-9)
3. Repreensão da infidelidade do povo (2.10-19)
4. Promessa do Senhor a Zorobabel (2.20-23)


Sociedade Bíblica do Brasil: Bíblia De Estudo Almeida Revista E Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil, 2002; 2005, S. Ag